Castelbel
— desde 1999 —

Esta é a história de uma marca criada em 1999 que teve um início invulgar. Os três sócios fundadores da Castelbel criaram-na como tantos outros negócios no passado eram criados, com um aperto de mão. Jon Bresler, um empresário norte-americano, procurava um fornecedor de sabonetes para a sua empresa de cosmética, a Lafco. O seu entusiasmo em ter um produto português de qualidade foi tal, que convenceu Aquiles Barros, um professor da Faculdade de Ciências do Porto, a criar uma marca que pudesse responder à procura crescente em Nova Iorque. O trio completou-se com Jerónimo Campos, que viu que a marca tinha 'pernas para andar' e providenciou o capital necessário para que o sonho se tornasse realidade.

Hoje em dia é Aquiles quem nos relata o percurso desta aventura comercial, desde os primeiros passos tímidos até à famosa marca que é hoje. No virar do milénio eram seis as pessoas que começaram a trabalhar numas instalações precárias, situadas no Castêlo da Maia, em condições bastante difíceis. Mais tarde, em 2006, numa altura em que o número de trabalhadores já ultrapassava as duas dezenas, a Castelbel mudou-se para novas instalações, um pouco mais dignas. Finalmente, na sequência do bom desempenho dos últimos anos, em que o número de trabalhadores subiu vertiginosamente para mais de 200, estão ser construídas instalações novas, mais amplas, cuja conclusão está prevista para Dezembro de 2018.

Entretanto, em finais de 2017, numa altura em que a Castelbel exportava cerca de 80% da sua produção, para um total de 56 países, surgiu a oportunidade de abrir uma loja da marca num edifício emblemático do Porto, o Palácio das Artes, gerido pela Fundação da Juventude; uma espécie de cerejinha em cima do bolo. A loja fica situada no cimo da Rua Ferreira Borges e foi inaugurada no dia 24 de março de 2018. Trata-se de uma zona que tem vindo a sofrer uma transformação positiva; há 40 anos atrás, num Porto em que as pessoas fugiam para a periferia, este era um local praticamente vazio e hoje irradia vida com os seus muitos transeuntes e visitantes.

A nova loja, bastante ampla, é formada por 2 pisos. No rés do chão funciona a loja propriamente dita, com a particularidade de ter duas trabalhadoras a embalar sabonetes, à semelhança das outras mais de 100 que o fazem na fábrica. No 1º andar existem várias atrações para os visitantes: uma parede em que estão expostos alguns exemplos dos 6 milhões de sabonetes embalados à mão que a empresa produz anualmente; uma máquina impressora 3D especial, que permite gravar um único sabonete com os textos ou imagens pretendidos pelo cliente; e, no caso de grupos até 20 pessoas, é possível realizar workshops em que se fica a saber tudo sobre a produção de sabonetes, desde a conceção até à embalagem, passando pelo fabrico.

O significado do nome da marca pode ser percebido ao desconstruir a palavra: Castêlo (a produção é efetuada no Castêlo da Maia) e beleza. A ideia de beleza não se prende apenas com os sabonetes produzidos, mas com toda uma ideia de aromas e fragâncias, incorporados nas velas e difusores que a marca também comercializa. Apesar de o sentido que mais permanece na nossa memória ser o olfativo, não há dúvida de que a beleza das embalagens é um fator muito importante na afirmação dos produtos; talvez seja por isso que a máxima de Aquiles seja tão apreciada: 'nós não fazemos sabonetes, nós fazemos prendas”. De realçar que todos os produtos da Castelbel são feitos em Portugal, e muitos dos motivos apresentados nas suas embalagens são alusivos à nossa cultura, como, por exemplo: a linha Gold&Blue, em porcelana, inspirada nos azulejos da estação de comboios de S. Bento e a linha Ruby&Red, com caixas em madeira a replicarem as caixas de Vinho do Porto. Para não falar de uma das criações mais recentes, o sabonete em forma de sardinha, um dos sabonetes preferencialmente embalados na loja.

Uma coisa é certa, a Castelbel continua e continuará a encantar e perfumar quem a visite.  
Castelbel Porto

 

2018-11-19T10:30:07+00:00