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Mesh
— desde 2015 —

Com apenas seis anos, Tiago Barbosa passeava numa oficina de ourivesaria em Gondomar. O sol de Junho raiava convidativo pelas janelas, contudo era dentro das quatro paredes do edifício que se encontrava o seu universo de descoberta. Olhava para as fieiras, paras as piúcas e cadinhos e indagava-se sobre o seu uso, mas acima de tudo observava com admiração silenciosa o trabalho dos especialistas que moldavam a prata e o ouro. À medida que os anos passavam, esta mística de processos e ferramentas foi desaparecendo, não porque Tiago tivesse perdido interesse, mas porque as interrogações iam dando lugar a conhecimento sólido. A família da parte do pai esteve sempre ligada à ourivesaria. Ele e os seus irmãos não foram exceção.

Já na idade adulta, passou a acompanhar o seu pai em feiras um pouco por todo o mundo, algo que ainda hoje faz. Com a experiência adquirida criou a marca Mesh, um projecto exclusivamente seu. As participações pontuais na Fil, no Lisboa Design Show e outros eventos, em que o feedback dos clientes era sempre muito positivo, levou-o a conceptualizar uma loja física, em que pudesse estar mais perto das pessoas e assegurar uma fonte de rendimento constante. Por outro lado, ao prospetar o universo de ourivesarias no Porto, apercebeu-se de que existia uma certa estagnação e homogeneidade em todo o ramo.

Estes dois aspetos levaram à criação da Mesh, em 2017, na rua de Ramalho Ortigão. A excelência dos produtos, bem trabalhados na fábrica em Gondomar, teve aceitação imediata. Após um ano de funcionamento em pleno, Tiago inaugurou outra loja, desta feita, no largo de São Domingos, mais orientada ao fluxo crescente de turistas na Invicta e com um design minimalista ao estilo nórdico, que colocava o ênfase nos itens em exposição. A filosofia da marca propõe-se desmistificar a ideia de que a joalharia é forçosamente cara. As peças tem um custo médio entre os 15-30 euros e recorrem, em grande parte, a prata reciclada com vários banhos de cor.

O nome 'Mesh' refere um tipo de malha utilizada em ourivesaria e é verbalizada da mesma maneira em praticamente qualquer língua. Este pormenor não foi um mero acaso, uma vez que a marca é conhecida além-fronteiras. O aspeto clean dos estabelecimentos convida também um público bastante variado, incluindo as camadas mais jovens. Por outro lado, a personalização e manutenção de peças é facilmente efetuada, uma vez que a marca controla todo o processo de produção e distribuição. O fabrico recorre a técnicas tradicionais, em que milímetros e esboços ou fotografias são preferíveis a vetores e digitalizações. Estas técnicas, aliadas ao um design em constante evolução resultam em artefactos com uma certa leveza de forma, inspiradores de emoções e repletos de criatividade.

A expansão da marca e a constante criação de novidades requereu a contratação de mais designers, mas nem por isso Tiago deixou de estar envolvido no processo. Por vezes, ainda gosta de estar na fábrica em Gondomar, para se certificar que as peças saem exatamente como ele quer. Por outro lado, está sempre atento a essa senhora caprichosa que é a moda. Consulta frequentemente revistas, utiliza o mundo infindável de pesquisa que é a internet ou repara, simplesmente, no que as pessoas usam.

Tiago espera conseguir montar uma cadeia de lojas em todo o país e num futuro próximo, a marca vai poder contar ainda com uma loja on-line. Além dos ‘miminhos’ que vai oferecendo aos seus clientes e as ocasionais festas de cocktails que atraem igualmente curiosos e adeptos, o nosso empreendedor faz valer uma máxima que talvez seja a melhor característica do atendimento na Mesh: tratar os seus clientes da mesma maneira que ele, enquanto cliente, gosta de ser tratado, bem ao jeito do comércio de rua português. Venha experienciá-lo em primeira mão.  
Mesh

 

2019-04-26T15:14:45+00:00